terça-feira, 13 de novembro de 2012

Músicas para Missa do 33º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Então se verá o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória.

Entrada: Que santidade de vida (Pe. Jonas Abib)


Ato Penitencial:  Perdão Senhor tantos erros cometi!



Glória: Hino de louvor IV (Paulus -cd Partes fixas - Ordinário da Missa) -Partitura


Salmo: Salmo 16 (15)


Aclamação ao Evangelho: Vai falar no evangelho


Ofertório:  Bendito és tu


Santo: Santo IV (Paulus -cd Partes fixas - Ordinário da Missa) -Partitura


Aclamação Memorial: Aclamação memorial I (Paulus -cd Partes fixas - Ordinário da Missa) -Partitura (depende de qual oração será seguida - o importante é não deixar de cantar)


Amém: Amém (deve ser cantado obrigatoriamente)

Abraço da Paz: A paz esteja convosco (Ir. Míria T. Kolling -cd Canto Pastoral - Ordinário da Missa)


Cordeiro de Deus: Cordeiro de Deus V (Paulus -cd Partes fixas - Ordinário da Missa) -Partitura


Comunhão:
Então se verá (D.R.) -Cifra



Filho do Céu (Padre Fábio de Melo -cd Filho do Céu) -Cifra

Fonte do Viver 




Tú és minha vida outro Deus não há

 


Final: Autoridade e Poder (Padre Zeca -cd Digo sim a Deus) -Cifra
Ótima Celebração a Todos!!!

Paróquia São Sebastião


Salmo Dominical 18/ 11/ 2012


Salmo - Sl 15,5.8.9-10.11 (R.1a)
R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

5Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,* meu destino está seguro em vossas mãos! 8Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,* pois se o tenho a meu lado não vacilo.R.

9Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria,* e até meu corpo no repouso está tranqüilo; 10pois não haveis de me deixar entregue à morte,* nem vosso amigo conhecer a corrupção.R.

11Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites,* delícia eterna e alegria ao vosso lado!R.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pe. Ermando da C. do Nascimento

No ano de 2003 gerou-se em Presidente Dutra uma grande expectativa da população com a mudança que iria acontecer sobre o comando da Igreja Católica.
Saem do município dois padres italianos que passaram 17 anos,  deixando a nossa paróquia sem fiéis, sem estrutura e sem sustentabilidade.  
Naquele momento a cidade temia em receber o novo líder desta Igreja que estava sendo padre na cidade de Barra do Corda, filho de Presidente Dutra, nascido no povoado Angical, tinha uma fama de carrasco e ditador tradicional.
Quando as 17:00 horas do dia 9 de Janeiro de 2003, chega sem avisar o padre que mudaria os rumos não só da paróquia de São Sebastião como também dessa cidade. Sério, responsável, evangelizador e acima de tudo um grande empreendedor. 
Os tempos passaram e ele conseguiu reformar e ampliar  todos os prédios da Igreja Católica da cidade. Reabriu o antigo Educandário São Francisco de Assis que há anos estava abandonado , construiu a casa paroquial, fez o relógio da igreja voltar a funcionar e por último executou uma magnífica reforma na Igreja Matriz, climatizando-a, e  tornando-a referência na cidade e região.
 foto: Nielson Pires
Somos abençoados pela sua presença e pelo seu trabalho! Sua Sabedoria pastoral, seus conselhos sempre nos direcionaram para o caminho certo.
Desejamos a você paz, alegria, saúde e a realização de todos os seus objetivos e sonhos.

Parabéns e que Maria, mãe da Igreja plena do Espírito Santo te impulsione Cada vez mais a assumir sua vida sacerdotal calcando seus passos nos seus exemplos, renovando o dom total de você mesmo a Deus como resposta livre de obediência, humildade e fé.
Colocamos uma musica em sua homenagem. Pedimos a Deus que derrame suas bênçãos sobre você para que o Sr, como Pedro e os apóstolos continue a lançar suas redes em mares cada vez mais profundos.




 


Ao nosso paróco Pe. Ermando da C. do Nascimento
O nosso agradecimento por tudo que fizeste pela Paróquia São Sebastião -MA




Convite

Participe da Inauguração da Paróquia São Sebastião, que acontecerá dia 30 de novembro de 2012.
Venha e traga sua família.
Será para nós um prazer acolher a todos!!!
Grato Pe. Ermando da C. do Nascimento

domingo, 11 de novembro de 2012

O que é Liturgia?



O vocábulo "Liturgia", em grego, formado pelas raízes leit- (de "laós", povo) e -urgía (trabalho, ofício) significa serviço ou trabalho público.
Para os cristãos, Liturgia, é, pois, a atualização da entrega de Cristo para a salvação. Cristo entregou-se duma vez por todas, na Cruz. O que a liturgia faz é o memorial de Cristo e da salvação, ou seja, torna presente, através da celebração, o acontecimento definitivo do Mistério Pascal. Através da celebração litúrgica, o crente é inserido nas realidades da sua salvação.
Liturgia é antes de tudo "serviço do povo", essa experiência é fruto de uma vivencia fraterna, ou seja, é o culto, é uma representação simbólica (que não se trata de uma encenação uma vez que o mistério é contemplado em "espírito e verdade") da vida cotidiana do crente em comunhão com sua comunidade.
A Liturgia tem raízes absolutamente cristológicas. Cristo rompe com o ritualismo e torna a liturgia um "culto agradável a Deus", conforme preceitua o apóstolo Paulo em Romanos 12,1-2.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Por que a Liturgia?

1066. No Símbolo da Fé, a Igreja confessa o mistério da Santíssima Trindade e o seu "desígnio admirável" (Ef 1, 9) sobre toda a criação: o Pai realiza o "mistério da sua vontade", dando o seu Filho muito amado e o seu Espírito Santo para a salvação do mundo e para a glória do seu nome. Tal é o mistério de Cristo, revelado e realizado na história segundo um plano, uma "disposição" sabiamente ordenada, a que São Paulo chama "a economia do mistério" (Ef 3, 9) e a que a tradição patrística chamará "a economia do Verbo encarnado" ou "economia da salvação".
1067. "Esta obra da redenção humana e da glorificação perfeita de Deus, cujo prelúdio foram as magníficas obras divinas operadas no povo do Antigo Testamento, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada paixão, Ressurreição dos mortos e gloriosa ascensão, em que, "morrendo, destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida". Efetivamente, foi do lado de Cristo adormecido na cruz que nasceu "o sacramento admirável de toda a Igreja"". É por isso que, na liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério pascal, pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salvação.
1068. É este mistério de Cristo que a Igreja proclama e celebra na sua liturgia, para que os fiéis dele vivam e dele dêem testemunho no mundo.
"A liturgia, com efeito, pela qual, sobretudo no sacrifício eucarístico, "se atua a obra da nossa redenção", contribui em sumo grau para que os fiéis exprimam na vida e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a autêntica natureza da, verdadeira Igreja".

QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA LITURGIA?

1069. Originariamente, a palavra "liturgia" significa "obra pública", "serviço por parte dele em favor do povo". Na tradição cristã, quer dizer que o povo de Deus toma parte na "obra de Deus". Pela liturgia, Cristo, nosso Redentor e Sumo-Sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção.
1070. No Novo Testamento, a palavra "liturgia" é empregada para designar, não somente a celebração do culto divino mas também o anúncio do Evangelho e a caridade em ato. Em todas estas situações, trata-se do serviço de Deus e dos homens. Na celebração litúrgica, a Igreja é serva, à imagem do seu Senhor, o único " Liturgo", participando no seu sacerdócio (culto) profético (anúncio) e real (serviço da caridade):
"Com razão se considera a liturgia como o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo. Nela, mediante sinais sensíveis e no modo próprio de cada qual, significa-se e realiza-se a santificação dos homens e é exercido o culto público integral pelo corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, pela cabeça e pelos membros. Portanto, qualquer celebração litúrgica, enquanto obra de Cristo Sacerdote e do seu corpo que é a Igreja, é ação sagrada por excelência e nenhuma outra ação da Igreja a iguala em eficácia com o mesmo título e no mesmo grau".

A LITURGIA COMO FONTE DE VIDA

1071. Obra de Cristo, a Liturgia é também uma ação da sua Igreja. Ela realiza e manifesta a Igreja como sinal visível da comunhão de Deus e dos homens por Cristo; empenha os fiéis na vida nova da comunidade, e implica uma participação "consciente, ativa e frutuosa" de todos.
1072. "A liturgia não esgota toda a ação da Igreja". Deve ser precedida pela evangelização, pela fé e pela conversão, e só então pode produzir os seus frutos na vida dos fiéis: a vida nova segundo o Espírito, o empenhamento na missão da Igreja e o serviço da sua unidade.

ORAÇÃO E LITURGIA

1073. A liturgia é também participação na oração de Cristo, dirigida ao Pai no Espírito Santo. Nela, toda a oração cristã encontra a sua fonte e o seu termo. Pela liturgia, o homem interior lança raízes e alicerça-se no "grande amor com que o Pai nos amou" (Ef 2, 4), em seu Filho bem-amado. É a mesma "maravilha de Deus" que é vivida e interiorizada por toda a oração, "em todo o tempo, no Espírito" (Ef 6, 18).

DOCUMENTO 43 DA CNBB
(alguns tópicos)

44. O projeto de comunhão de Deus conosco, que chamamos de obra da salvação, foi prenunciado pelo próprio Deus no Antigo Testamento e realizado em Cristo. Hoje a Liturgia o celebra, isto é, o rememora e o torna presente na Igreja.
48. O mistério pascal de Cristo é o centro da História da salvação e por isso o encontramos na Liturgia como seu objeto e conteúdo principal. Esse mistério envolve toda a vida de Cristo e a vida de todos os cristãos. "Por sua obediência perfeita na cruz e pela glória da sua ressurreição, o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo e abriu-nos o caminho da libertação definitiva. Por nosso serviço e nosso amor, mas também pelo oferecimento de nossas provações e sofrimentos, nós participamos do único sacrifício redentor de Cristo, completando em nós o que falta às tribulações de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja".
49. Assim se entende como e por que sem a ação do Espírito Santo não pode haver Liturgia. A Páscoa de Cristo que celebramos é fruto do Espírito Santo que impulsionou o Filho de Deus a realizar a vontade do Pai até as últimas conseqüências (cf. Hb 9,14). E quem envolve no mistério pascal a vida, as lutas e as esperanças de todas as pessoas é o mesmo Espírito, que na Liturgia é invocado para a santificação do pão e do vinho e a união dos fiéis. O Espírito continua exortando-nos a que ofereçamos nossa vida e nosso compromisso de servir aos irmãos na construção do Reino, como hóstias vivas, santas e agradáveis a Deus. Aliás, é este o nosso culto espiritual (cf. Rm 12,1).
50. Nesta perspectiva, acolhemos com alegria o atual anseio de, nas ações litúrgicas, celebrar os acontecimentos da vida inseridos no Mistério Pascal de Cristo. De fato, na Liturgia sempre se celebra a totalidade do Mistério de Cristo e da Igreja, com todas as suas dimensões. A vida se manifesta não apenas nos momentos fortes do culto, mas também no esforço por crescente comunhão participativa; na consciência de sua vocação missionária; no empenho pela acolhida e animação catequética da Palavra; no espírito de amplo diálogo ecumênico e na séria, corajosa e profética ação transformadora do mundo.
54. O Povo de Deus, sobretudo na Assembléia litúrgica se expressa como um povo sacerdotal e organizado, no qual a diversidade de ministérios e serviços concorrem para o enriquecimento de todos. Sua unidade e harmonia é um serviço do ministério da presidência. Convocada por Deus, a assembléia litúrgica, expressão sacramental da Igreja, unida a Jesus Cristo, é o sujeito da celebração.
55. O Povo de Deus convocado para o culto é o mesmo povo que trabalha, faz festa, sofre, espera e luta na História. Por isso, as nossas assembléias são diversificadas. É mister abrir espaços de esperança à manifestação das ricas expressões religiosas das comunidades, dos grupos étnicos e das grandes massas empobrecidas. Porque não é possível celebrar um ato litúrgico alheio ao contexto da vida real do povo, em sua dimensão pascal.
56. É essa diversificada assembléia, que é servida por ministérios e serviços multiformes, que o Espírito suscita em sua Igreja. Entre os ministérios distinguem-se os ordenados, do bispo, do presbítero e do diácono, participação específica no múnus dos apóstolos, múnus este, instituído por Jesus Cristo. Hoje temos os ministérios instituídos do acólito e do leitor; e chamamos "de credenciados" os serviços que o cristão leigo exerce em virtude de seu batismo sob a coordenação de seu Bispo: são assim, o ministério extraordinário do Batismo, da Comunhão Eucarística e da assistência ao Matrimônio. Há também determinados serviços litúrgicos que, de modo estável, desempenham leitores, comentaristas, recepcionistas, componentes do coral e, sobretudo, as Equipes de Pastoral Litúrgica. Esta diversidade de ministérios fortalece a Igreja como comunidade e realça a dimensão comunitária da ação litúrgica.
153. A Liturgia é fonte de vida e expressão celebrativa da comunidade eclesial. Nela, homens e mulheres chegam ao mais alto patamar da comunhão com Deus, quando a criatura amada e redimida por seu Senhor, dilata seu coração numa perene ação de graças, que se torna, por sua vez, bendita escola de gratuidade. Por outro lado, os leigos encontram fundamento para sua espiritualidade no Evangelho vivido por tantos cristãos leigos ao longo da história da Igreja.

O serviço do leitor na liturgia



Algumas sugestões para exercer bem o ministério de leitor nas celebrações litúrgicas.



1. Preparar a leitura

A. Conhecer e compreender o texto

Compreender o sentido do texto, captar a sua estrutura, as suas articulações, os seus pontos mais altos, a sua vivacidade.
- Quem fala no texto? A quem fala? Sobre quê? Com que finalidade?
- De que género de texto se trata? Um relato? Uma exortação? Um diálogo? Uma oração? Uma censura?
- O que sentem as personagens que aparecem no texto?
- Há palavras difíceis de compreender? Que significam?
- O texto é divisível em partes? Onde começa e acaba cada parte?

B. Preparar uma leitura expressiva

Ver que entoação se deve dar a cada frase, quais são as frases que se devem ressaltar, onde estão os pontos e as vírgulas, qual a pontuação do texto.
- Quais as palavras mais importantes e as expressões ou frases principais que importa sublinhar?
- Onde fazer pausa, breve ou prolongada?
- Onde evitar a pausa?
- Qual o tom de voz (ou tons de voz) adequado ao texto?
- Qual o ritmo (as acentuações, os encadeamentos) e o movimento (acelerado, rápido, espaçado, lento) que se deve usar, no texto ou nas partes?

C. Ler o texto em voz alta

- Ler o texto antes, em voz alta e várias vezes, com exercícios parcelares e com o texto completo.
- Identificar as armadilhas fonéticas, em que palavras se poderá tropeçar, etc.
- Articular e pronunciar bem cada palavra e cada sílaba; não negligenciar as consoantes.
- Não deixar cair demasiado o tom de voz, mesmo nos pontos finais; o verdadeiro ponto final está no fim do texto.


2. Tarefa do leitor: exprimir os sentimentos do autor e das personagens


- A celebração litúrgica actualiza a palavra. O texto escrito torna-se palavra viva hoje, naquele lugar e para aquela assembleia. "Deus fala hoje ao seu povo".  É importante conhecer o texto e também conhecer o contexto da celebração.
- Não se trata de dramatizar, ou melhor dito, de criar uma ilusão, mas de reproduzir ou tornar vivos um texto e um acontecimento. Não se trata de atrair a atenção para a pessoa do leitor, mas para a palavra e acção divinas.
- O leitor tem a responsabilidade de, usando os seus dotes oratórios, a sua técnica refinada e a sua arte de dizer, promover o encontro vital e a comunhão entre Deus que fala e os ouvintes.


3. Examinar alguns pormenores antes da celebração


- O Leccionário está no ambão (não uma revista ou jornal, ou folhetos)? Está aberto na página própria?
- O microfone está ligado? O volume, o tom e a altura estão correctos? Evite-se o seu ajuste durante a celebração, mediante o sopro ou os dois toques de dedos da praxe, ou outros ruídos perturbadores.
- A que distância deve estar a boca para que a voz seja audível e expressiva?


4. Saber deslocar-se para o ambão


- Situar-se, desde o começo da celebração, num lugar não muito afastado do ambão. Saber se há lugares previstos para os leitores. Tentar não vir de um lugar distante da igreja.
- Não avançar para o ambão antes de estar concluído o que precede cada leitura (oração, canto, admonição). Não aproximar-se do ambão quando se está a dizer ou a cantar outra coisa.
- Caminhar com um passo normal, sem ostentação nem precipitação, sem rigidez nem displicência, mas com uma digna e ritmada naturalidade.


5. Postura


- Quando estiver diante do ambão, deve ter em conta a posição do corpo. Não se trata de adoptar posturas rígidas, nem demasiado descontraídas.
- Pés bem assentes, levemente afastados e firmes. Não balancear-se, nem cruzar os pés, nem estar apoiado apenas num pé, com pés cruzados ou um à frente e outro atrás.
- Não debruçado sobre o ambão, nem com os braços cruzados ou as mãos nos bolsos. Os braços poderão manter-se pendentes ao longo do corpo, ou dobrados para permitir um leve e discreto apoio das mãos na orla central do ambão (evitando tocar o Leccionário a fim de não o danificar com a adiposidade corporal).
- Colocar-se à distância adequada do microfone para que se oiça bem. Por causa da distância, frequentemente, ouve-se mal. Não começar, portanto, enquanto o microfone não estiver ajustado à sua medida (que deverá ser feito antes: a medida adequada costuma ser a um palmo da boca e na direcção da mesma). E lembrar-se que os estampidos que acontecem ou os ruídos que se fazem diante do microfone são ampliados ...


6. Apresentação


- Não trajar algo que possa distrair ou ofender os presentes, seja por ostentação, seja por desleixo, pouco conveniente ou ridículo (camisetas de anúncios, vestuário desalinhado ou sujo, penteados estranhos...).
- Ter critério e apresentar-se como pessoa educada e normal.


7. Antes de começar


- Esperar que toda a assembleia esteja sentada e tranquila e se tenha criado um ambiente de silêncio e escuta.
- Respirar calma e profundamente.
- Guardar uma breve pausa para olhar a assembleia, a fim de a registar na mente, para estabelecer com ela contacto directo antes de iniciar a proclamação e pedir a sua atenção, pois é para ela que se dirige.


8. Título


- Ler só o título bíblico. Nunca se leia "Primeira Leitura" ou "Salmo responsorial", ou a frase a vermelho que precede a leitura.
- Não deve ser o leitor a ler também a introdução à leitura ou o comentário que a antecede.
- Após a leitura do título, faça-se uma pausa para destacar o texto que vai ser proclamado.


9. Ler com a cabeça levantada


- A cabeça deve estar direita, no prolongamento do corpo.
- Procurar ler com a cabeça levantada.
- Com a cabeça levantada, a assembleia contacta um rosto e o leitor exprime um texto dirigido à assembleia e não devolvido ao livro.
- O olhar deverá manter o contacto com a assembleia sem ser necessário os constantes e perturbantes exercícios de levantar e baixar a cabeça.
- Ao longo da leitura, com naturalidade, olhar também de vez em quando para a assembleia. Estas olhadelas, no meio da leitura, não se têm que impor como um propósito, o que seria artificial. Mas se sair naturalmente, poderá ser útil, especialmente nas frases mais relevantes: ajuda a acentuá-las, a criar um clima comunitário, e a ler mais devagar.
- Com a cabeça levantada, a própria voz ganha em clareza e volume. O tom de voz será mais alto e, portanto, mais fácil de captar.
- Se o ambão é baixo, será sempre melhor suster o livro nas mãos, levantando-o, que baixar a cabeça.


10. Ler devagar


- O ouvinte não é um gravador, mas uma mente humana que requer tempo para sentir, reagir, ouvir, entender, coordenar e assimilar. Geralmente, lê-se depressa e não se fazem as pausas adequadas, como pede o texto lido. A pontuação oral nem sempre coincide com a pontuação escrita. A leitura rápida pode cortar o contacto com a assembleia.
- Saber que há sempre tendência para ler demasiado depressa. Colocar-se no lugar dos ouvintes que descobrem o texto.
- Saber fazer pausas. Um silêncio longo para o leitor, é curto para o ouvinte.
- O principal defeito dos leitores, costuma ser ler depressa. Se lermos depressa, as pessoas, com algum esforço, poderão conseguir entender-nos, mas aquilo que lemos não entrará no seu interior. Recordemos: este continua a ser o principal defeito.
- Além de ler devagar, há que manter um tom geral de calma. Há que afastar o estilo do leitor que sobe à pressa, começa a leitura sem olhar as pessoas e, ao acabar, foge ainda mais depressa. Não deve ser assim: deve-se chegar ao ambão, respirar antes de começar a ler, lendo pausadamente, fazendo uma pausa no final, antes de dizer "Palavra do Senhor", escutar no ambão a resposta da assembleia e voltar ao lugar. Aprender a ler sem pressa, com aprumo e segurança custa; por isso, é importante fazer os ensaios e provas que forem necessários: é a única maneira!


11. Durante a leitura


- Evitar apagar-se a cada frase ou, mais ainda, no fim do texto: a leitura exige uma continuidade. Não baixar o tom nos finais de frase. As últimas sílabas de cada frase têm que se ouvir tão bem como todas as restantes. Infelizmente, a tendência é para nestas sílabas se baixar o tom tornando-as ininteligíveis.
- Boa pronúncia.
- Vocalizar. Ou seja, remarcar cada sílaba, mover os lábios e a boca, não atropelar a leitura. Sem afectação nem teatro, mas recordando que se está “actuando” em público, e que o público tem que captar tudo bem. E uma actuação em público é distinta de uma conversa na rua.
- Evitar o tom cantante, falsamente atractivo; o tom teatral faz de cortina a Deus.


12. Concluir a leitura


- Antes de dizer "Palavra do Senhor", fazer uma pausa após a última frase.
- Dizer a aclamação olhando para a assembleia.
- Dizer só "Palavra do Senhor" e nada mais (p.e.: "Irmãos, esta é a Palavra do Senhor" ou outras expressões semelhantes). Trata-se de uma aclamação e não de uma explicação. Dizê-lo em tom de aclamação, e não de explicação catequética, ou de informação. Importa que se sinta o carácter de aclamação pela forma como é dito.
- Seria mais expressivo que esta aclamação fosse cantada (pelo leitor, primeiramente, ou, em caso de necessidade, por outrem). Não sendo cantada, deveria ser dita em tom de voz mais elevado (entenda-se, não necessariamente num volume mais forte).
- Não abandonar o ambão antes da resposta da assembleia.
- Deixar o Leccionário aberto na página do Salmo responsorial ou da 2ª Leitura, para que fique pronto para o leitor que se segue.
- Regressar ao lugar com calma e naturalidade, em passo normal e firme.


13. Salmo responsorial


- O salmo responsorial deve ser cantado, se possível por outro ministro: o salmista. Se tiver de ser recitado, seja outro ministro a fazê-lo, e não o leitor da primeira ou da segunda leitura.
- O refrão do salmo dever-se-ia cantar. Quando é recitado tem menos impacto.
- É pedagógico que a assembleia repita, depois de cada estrofe do salmo, uma frase cantada simples e expressiva, que resuma a atitude espiritual do salmo (e, por conseguinte, da primeira leitura) – o refrão.
- Não é necessário que o refrão coincida literalmente com o que está no Leccionário, mas que respeite o seu sentido.

Fontes:
• Josep Lligadas, O leitor e o animador, Paulinas, Lisboa 2000
• Secretariado Diocesano de Liturgia do Porto, artigos diversos





MINISTÉRIO DO LEITOR NA LITURGIA

  Uma arte original


A leitura dos textos bíblicos é diferente da leitura pública corrente. É que o leitor não diz a sua palavra, mas a de Deus. Escrevia D. Bonhöfer:

“Bem depressa nos aperceberemos de que não é  fácil ler a Bíblia aos outros. Quanto mais a atitude interior perante o texto for de despojamento, humildade, objectividade, mais adequada será a leitura... Uma regra que se deve observar para ler bem um texto bíblico, é nunca se identificar como o “eu” que lá se exprime. Não sou eu que me irrito, que consolo, que exorto, mas Deus. Por certo que daí não resultará que eu leia o texto num tom monótono e indiferente; pelo contrário, fá-lo-ei sentindo-me eu próprio interiormente comprometido e interpelado. Mas a diferença entre uma boa e uma má leitura surgirá quando, em vez de tomar o lugar de Deus, eu aceitar muito simplesmente servi-Lo.”

É por isso que as Igrejas orientais mandam cantar sempre as leituras.

A Liturgia da Palavra é uma celebração. É necessário, pois, que se note que celebramos a Palavra, como depois celebramos a Eucaristia.

Assim, não é nem um momento de leituras atropeladas que se colocam antes da homilia e da celebração eucarística; nem uma reunião de instrução ou de discussão que, depois, concluirá com os ritos eucarísticos (que ficarão, assim, desvalorizados, porque não são tão "instrutivos").

Fazer de leitor é um serviço importante dentro da assembleia. Os que o realizam devem estar conscientes disso e viver a alegria e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de ser os que tornarão possível que a assembleia receba e celebre aquela Palavra com a qual Deus fala aos seus fiéis, aqueles textos que são como que textos constituintes da fé.

Dicas para viver melhor a Campanha da Fraternidade 2018

Durante o ano litúrgico, a Igreja nos convida, por meio da Campanha da Fraternidade (CF), a refletir sobre um problema da sociedade. E...